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◇ Guia inicial · pra quem nunca imprimiu case

Como imprimir 3D um case sob medida pra qualquer miniatura — guia inicial

Do STL ao case na mão em quatro passos: pega o modelo da mini, gera o pocket no MyMiniCase, fatia no slicer e imprime. Funciona com qualquer mini — Warhammer, D&D, Bolt Action, Infinity, scratchbuild.

NívelIniciante Tempo de leitura7 min Atualizado06 jun 2026

Por que case sob medida vence espuma

Espuma pluck-foam (aquela que você arranca o quadradinho) é boa, mas tem três problemas que todo pintor já viveu: o quadrado nunca tem o formato exato da mini, lança e tridente entortam porque o vão é genérico, e a espuma solta poeira que gruda no acabamento fosco do verniz. Um case impresso encaixa o contorno da mini com folga de fração de milímetro, prende sem amassar a capa e dura o tempo da impressora — não meia dúzia de viagens.

A pegada técnica é a mesma de qualquer print funcional: o modelo é uma "casca" com pocket vazado, tampa que clipa por encaixe ou parafuso, e paredes finas o suficiente pra caber na sacola da mochila. A diferença mora no fit — e é aí que um gerador automático ganha de modelar à mão no Blender. Você ganha consistência: cada case sai com a mesma tolerância, a mesma espessura de parede e o mesmo padrão de tampa. Quando precisa imprimir vinte cases pra um exército inteiro, isso vira diferença entre uma tarde produtiva e uma semana de retrabalho.

Tem também o lado custo: PETG hoje custa em torno de R$ 100 o quilo, e cada case pequeno gasta uns 40 a 80 gramas. Um case sai por menos de R$ 8 em material — comparado com kits de espuma que custam R$ 60 a R$ 120 e ainda exigem o trabalho manual de arrancar a contraforma.

O que você precisa antes de começar

Não precisa de bancada de maker profissional. A lista é curta e provavelmente você já tem metade:

Passo 1 — Pegar o STL da miniatura

O ponto de partida é sempre o arquivo 3D da mini. Sem ele, qualquer case vira "caixa quadrada genérica". Três caminhos comuns:

Lojas oficiais e Patreon

MyMiniFactory, Cults3D, Thingiverse pra clássicos, ou Patreon de escultores indies (Artisan Guild, Titan Forge, Archvillain). A maioria entrega .stl ou .obj já presupportado e em escala.

Scan 3D da mini física

Se a mini é antiga ou OOP, scan com fotogrametria (RealityCapture, Polycam no celular) resolve. Não precisa ser perfeito — o gerador só lê o contorno externo pra esculpir o pocket, então um mesh com furinhos ainda funciona.

Passo 2 — Gerar o case no MyMiniCase

Aqui o trabalho braçal some. Abre o MyMiniCase no navegador, arrasta o STL pra dentro do viewer, e o gerador já mede a bounding box, infla 0.6 mm de folga e esculpe o pocket pra você. Tudo roda local no seu browser — o arquivo nunca sai da sua máquina.

Três sliders controlam o resultado:

  1. Folga interna — entre 0.4 e 0.8 mm. Se a mini tem espadas finas saindo, sobe pra 0.7.
  2. Espessura de parede — 2.0 mm padrão. Pra case que vai junto com livros na mochila, sobe pra 2.6.
  3. Tipo de tampa — clipe snap-fit (rápido, sem ferragem) ou parafuso M3 (mais seguro pra viagem longa).

Clica em "Exportar STL" e baixa berço + tampa em arquivos separados. Cada um pronto pro slicer.

Passo 3 — Slice e impressão

Os settings de case são chatos de bons no sentido bom: não tem nada exótico. Em FDM:

PETG vs PLA — qual escolher

PETG é o padrão pra cases que viajam: aguenta 70 °C no porta-malas, flexa sem trincar, e o snap-fit não quebra na primeira semana. PLA imprime mais limpo e custa menos, mas amolece a 55 °C — se você mora em lugar quente ou deixa o case no carro, vai derreter.

◇ Você sabia

O pocket é sempre 0.6 mm maior que a mini

Essa folga não é desleixo — é a tolerância padrão de FDM. Sem ela, a impressora "engorda" a casca em 0.2–0.4 mm por causa do diâmetro do bico, e a mini não entra. O MyMiniCase já calcula isso pra você, mas se você modelar à mão lembra: sempre inflate 0.5–0.8 mm o mesh de referência.

Passo 4 — Pós-processo e fit-check

Tirou da mesa, agora valida. Faz o fit-check antes de pintar mil minis nesse layout:

  1. Limpa stringing do pocket com estilete fino — qualquer fiapo atrapalha o encaixe.
  2. Coloca a mini sem força. Deve descer com o próprio peso.
  3. Vira o case de boca pra baixo e sacode levinho. Se a mini cai, o pocket tá apertado demais — regenera com folga +0.2 mm.
  4. Fecha a tampa. Snap-fit clipa com um click audível; parafuso entra sem forçar a rosca.

Pra cases que vão viajar em mochila junto com livro e laptop, vale colar uma camada de feltro adesivo de 1 mm no fundo do pocket. Amortece micro-impactos e protege a base da peana.

Perguntas frequentes

Qual filamento é melhor pra case de miniatura: PLA ou PETG?

Pra case que vai viajar na mochila, PETG ganha — aguenta calor de carro fechado, é mais flexível e não trinca em queda. PLA imprime mais fácil e tem acabamento mais limpo, mas amolece a 55 °C. Resina dá detalhe lindo no berço mas é frágil demais pra transporte.

Preciso de suporte na impressão do berço do case?

No berço, não — o MyMiniCase gera o pocket pra imprimir com a abertura virada pra cima, sem overhang. Suporte só na tampa, e mesmo assim só em ângulos acima de 55°. Imprime com brim de 3 mm se a base for pequena.

Quanto tempo demora pra imprimir um case completo?

Um case pra mini de 32 mm leva de 2 a 4 horas em FDM com layer 0.2 mm — berço + tampa juntos. Mini maior (heroi de 75 mm, monstro grande) pode chegar a 6–8 horas. Resina demora menos por altura mas exige cura UV depois.

Bora gerar seu primeiro case?

Arrasta o STL no navegador. Cinco minutos depois você tem berço + tampa prontos pro slicer — sem instalar nada, e o arquivo nunca sai do seu computador.

Abrir o MyMiniCase